A polêmica dos novos caças comprados pelo Brasil! News

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Você já deve ter ouvido falar sobre a polêmica dos caças suecos, que foram comprados recentemente pelo Brasil para reforçar e renovar a frota de sua Força Aérea. Se ainda não ouviu, entenda:

Em 1998, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi apresentado o programa FX, que consistia em renovar a Força Aérea brasileira comprando 12 aeronaves supersônicas com a transferência de tecnologia, ou seja, daria ao Brasil o direito de produzir mais unidades por conta própria. Em 2004 estava fraco e foi adiado o programa, já que a validade das propostas feitas terminaria. O projeto foi paralisado e voltou a aparecer em 2008, no governo Lula, mas dessa vez com o nome FX-II e muitas modificações. De acordo com os pesquisadores, o FX era incompleto e sem ambição, e com a reformulação o preço estimado mais do que quadruplicou o seu valor, chegando a aproximadamente 3 bilhões de reais, indicando uma melhoria no sistema, mas que precisaria também de muito investimento.

Após anos e anos de muita conversa e muitas negociações, o governo ficou entre três opções, uma francesa, uma americana e uma sueca, cada um com uma proposta bem diferente da outra. O primeiro vinha com a empresa Boeing e o projeto do F-18, que já está pronto. A segunda opção era da empresa Dassault, com o caça Rafale. Os suecos, representados pela empresa Saab, vinham com o Gripen.

A decisão final foi divulgada no último dia 18/12 pelo ministro da defesa Celso Amorim, e quem levou a melhor foi o Gripen sueco, que chegará ao Brasil com 36 unidades e transferência total de tecnologia.

O mais esperado era que os modelos melhores, o da boeing principalmente, fossem escolhidos, e isso trouxe certo desconforto e movimento pela população e pela própria imprensa. De acordo com as pesquisas, o escolhido é menor e tecnologicamente inferior aos outros dois. De acordo com Amorim a escolha foi proposital, tendo em vista que o projeto do Gripen ainda está em aberto, ou seja, os brasileiros poderão ajudar em melhorias e atuar diretamente na produção. Os outros dois já estão prontos e não teriam a possibilidade de mudanças maiores.

O Gripen foi anunciado como o mais versátil e barato, que foram características importantes para a escolha final, mas de acordo com especialistas, tem menor poder ofensivo e menor alcance, sendo assim teria que ser adaptado. O modelo americano consegue decolar com 29 toneladas de carga, incluindo armamento e combustível, e pouco menos, mas ainda em boa quantidade, o francês consegue decolar com 24,5 toneladas. Para a surpresa dos brasileiros, o modelo sueco pode decolar com apenas 14 toneladas. Menor capacidade de armas e menor quantidade de combustível, consequentemente, menor o espaço que pode ser por ele percorrido.

Como pode-se perceber, os dois que foram descartados estão certamente em uma categoria diferente. O que foi tão determinante foi a possibilidade de o Brasil, com seus pesquisadores e desenvolvedores de tecnologia da Embraer, poder entrar e participar diretamente do projeto. Foram analisadas outras questões também como o custo de manutenção e o conhecimento sobre o tipo de aeronave que está sendo obtida, que não foge da realidade brasileira. De acordo com Expedito Carlos Bastos, professor da UFJF, estamos acostumados com esse tipo de tecnologia. Disse ainda, contrapondo algumas informações, que em termos técnicos, as três aeronaves não diferem tanto umas das outras, exceto o fator preço. O valor estimado para custar todas elas é de cerca de R$ 4,5 bilhões de reais, valor esse que seria parcelado, quitando apenas em 2023.

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E para quando seria essa encomenda? Bom, o fechamento do acordo se enrolará por mais aproximadamente um ano, o que significa que apenas no fim de 2014 é que teremos certeza do recebimento. Após a assinatura do contrato, a empresa tem ainda em prazo de 48 meses para a entrega da remessa. Seriam disponibilizados 12 por ano, a partir de 2015, logo apenas em 2018 é que teríamos o pacote completo.

Os modelos que são usados pela FAB há quase uma década é o Mirage 2000, que foi adquirido em 2005 enquanto o programa FX não saia do papel. Eles deveriam ter sido aposentados em 2011, mas por não ter nem tempo estimado de recebimento dos novos caças, foram prolongados até o último dia de 2013, quando finalmente serão aposentados e darão lugar ao modelo F5 até que a primeira remessa dos novos cheguem em 2015.

Veja um vídeo de produção cinematográfica que foi feito para apresentar o novo caça e algumas fotos da nova aquisição brasileira:

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Fontes: Folha de S.Paulo, G1, Folha de S. Paulo 2;

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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.