Obras Incríveis: Palm Islands (Parte I) – Palm Jumeirah Engenharia Civil

palm jumeirah

 

PALM ISLANDS:

Em vários outros artigos de Obras Incríveis presente em nosso blog, já foi ressaltado quão magnífica é a relação entre engenharia e natureza.

Uma grande construção mostra exatamente a grandiosidade dessa interação, mas também deixa claro que ela nem sempre é tão harmônica como pensamos. Uma das obras mais espetaculares e arriscadas que o homem vem construindo é a das “Palm Islands”, um conjunto de ilhas artificiais dentro do Golfo Pérsico.

O projeto é dividido em três partes, denominadas Palm Jumeirah, Palm Jebel Ali e Palm Deira. É, as três em forma de palmeira.

O objetivo? Bom, serão construídos vários estabelecimentos residenciais, comerciais e áreas de lazer, e Dubai ganhou nada menos do que 520 km de praias. Todo o capital que vai ser movimentado apenas neste núcleo empresarial aumentará significativamente a participação da cidade no mercado internacional.

Para se ter noção, a primeira das palmeiras, que já está pronta, e a segunda, que encontra-se momentaneamente com as obras paradas, podem ser vistas do espaço. Quanto os “estabelecimentos residenciais, comerciais e áreas de lazer” citados acima, trata-se de coisas grandes.

Em pouco tempo Dubai se tornou uma das grandes potências no turismo, então investirá em hotéis (terá cerca de 100 de luxo), residências de frente para o mar, prédios comerciais, shoppings, parques de diversões, uma infinidade de restaurantes e bares, todos de ponta, e até mesmo centros esportivos e spas.  

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PALM JUMEIRAH

A primeira parte dessa complexa obra teve as construções iniciadas em 2001, e demorou 8 anos para que fosse concluída, é a Palm Jumeirah. Ela estendeu a costa do país em 56 km e é composta por nada menos que 92 milhões m³ de areia, que foi toda retirada dos leitos do mar ao redor através do processo de dragagem. Fica 4 metros acima do mar, o que dá aproximadamente três vezes o tamanho das ondas por lá, e é assentado a até 10 metros abaixo da água.

Diferente da maioria das grandes obras espalhadas pelo mundo e que já mostramos aqui no blog, que são feitas de concreto a aço, a Palm Jumeirah é composta basicamente por pedra e areia, já que a ideia inicial dos idealizadores foi de uma obra que estivesse em completa harmonia com a natureza. Os materiais utilizados vieram dos EUA e seriam suficientes para erguer um muro de 2,5 m ao redor do planeta. O foco das construções foi justamente para não deixar de ser o foco.

Mas não deixar de ser o foco de que, exatamente? O de investimentos. Atualmente Dubai recebe grandes investidores que procuram todo o poder econômico que um país produtor de petróleo pode dar. Como o petróleo não é infinito, o jeito foi procurar uma alternativa, que neste caso foi o turismo. E não é que deu certo?

Para tornar tudo isso realidade, uma empresa Holandesa especialista em reaproveitamento de área marítima, que já fez com que sua área terrestre aumentasse em 35%. Os estudos foram detalhados e chegaram à conclusão de que, para que não se desmanchasse, foi construído um quebra mar, e ele deveria suportar os efeitos do aquecimento global, além de possíveis catástrofes por tempestades.

Um dos problemas causados por sua construção é a mudança da rota da água. Com um grande quebra mares, as correntes acabaram sendo desviadas, e foram diretamente para o litoral de Dubai. Os engenheiros lutam contra o tempo para, através do mesmo processo que tornou a ilha realidade, a dragagem, o território litorâneo não se perca. É questão de tempo, pois acredita-se que após todo o processo de construção da Palm Island, isso não venha a ser frequente, mas ainda é preocupante.

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As características de largura, extensão e profundidade do golfo foram boas para que medidas menos drásticas de proteção fossem tomadas e que só fosse necessário para caso de tempestades, sem o medo de grandes ondas. Um grande espaço como esse, não poderia ficar totalmente sem circulação de água, é claro, então no quebra mares há 16 canais estreitos e profundos que fazem a total troca da água a cada 13 dias graças à duas aberturas de 100 m, aproximadamente, que ajudam no processo.

A parte da areia tem uma estrutura muito pesada para proteção, além de uma camada de um geotêxtil que procura evitar o processo de erosão. E quando falo de estrutura pesado, é pesada meeesmo. São duas camadas que protegem o quebra mares, e elas são compostas por pedras de “simplesmente” seis toneladas cada. Haja peso para tudo isso. Além dessas duas, já mais uma de pedras menores que ficam junto da areia.

Durante a obra alguns acidentes foram registrados, todos devido à força das águas, que agora passava a ter uma barreira artificial. Embora tenham acontecido, acredita-se que toda a proteção será suficiente para proteger a ilha, que tem pontos com casas a três metros da altura do mar. O processo para dar formato foi um de vibro-compactação, que através de vibração com sonda compacta a areia que é jogada após ser recolhida pela máquina de dragagem.

O que essa máquina de compactação faz em apenas duas horas, a natureza levaria aproximadamente 15 anos para fazer. Isso deu forma e aumentou a densidade terrestre, que terá capacidade de aguentar terremotos de até 5.5 pontos na escala Richter, já que Dubai encontra-se numa área de abalos sísmicos de fracos a moderados. Para que a ilha não saísse deformada o sistema utilizado foi o tão conhecido GPS, que indicava os locais corretos onde deveria se jogar areia, dando o formato correto da palmeira.

A parte de transporte é feita de duas maneiras. Há um monotrilho, denominado Monorail que liga a Palm Jumeirah até Dubai e circula por toda ela. A outra opção é utilizar o Sub-Sea, um túnel que facilita todo o transporte entre a ilha e a parte continental, desde os domésticos, dos moradores e especuladores imobiliários que tomam conta das “folhas da palmeira”, ao de turistas e empresários que procuram conhecer mais essa belíssima obra. Esse túnel contém seis faixas para evitar trânsito.

 

 

Fotos:

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Vídeo da vista aérea da imensa Palm Jumeirah:

 

Fontes: Wikipedia, Eng. Estrutural e Const. Civil;

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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.