Itália produzirá etanol com palha e mato News,Sustentabilidade,Tecnologia

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Inaugurada dia 9 de outubro e ocupando uma área de 15 hectares na cidade de Crescentino, na província de Piemonte, ao norte da Itália, a biorefinaria que já está em funcionamento, é a primeira do mundo a produzir comercialmente o chamado etanol celulósico ou etanol 2G ( de segunda geração) – utiliza resíduos como palha de trigo e arroz e e uma espécie de cana gigante conhecida como cana-do-reino, na produção do álcool.

usina da Beta Renewables

Usina da Beta Renewables

 

Investimentos

Foram investidos mais de US$ 200 milhões na tecnologia para a biorrefinaria desde 2011, que é de propriedade de Beta Renewables, joint venture entre a Biochemtex, uma empresa de engenharia do Grupo Mossi Ghisolfi, o fundo americano TPG – Texas Pacific Group, e a Novozymes.

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Produção

A unidade está apta a produzir cerca de 75 milhões de litros de etanol celulósico anualmente e além disso, com a transformação da lignina – polímero extraído da biomassa durante a produção de etanol-  em energia elétrica, a usina ainda será  autossuficiente, vendendo a eletricidade excedente para a rede elétrica local.

Usina da Beta Renewables (2)

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Ecologicamente correto:

Como a produção desse etanol pode usar como matéria-prima a palha, o mato ou o bagaço, que seriam resíduos da produção agrícola, Sebastian Soderberg, vice-presidente da multinacional Novozymes que tem 10% da empresa, defende que ela não tomaria espaço da produção de alimentos no campo, ao contrário do que teme a ONU.

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A atualidade…

Usando a tecnologia de segunda geração para extrair etanol também do bagaço de cana, por exemplo, o Brasil (onde uma usina convencional produz em média 150 milhões de litros anuais)  poderia aumentar sua produção do combustível em 30% sem plantar um único pé de cana a mais, de acordo com cálculo do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).

Usina Brasileira

Usina Brasileira

 

… E o futuro.

A mesma tecnologia em uso na usina da Beta Renewables será utilizada na primeira usina brasileira de etanol celulósico de porte comercial. A estrutura, que está sendo construída pela empresa brasileira GranBio, tem sua inauguração programada para a primeira metade de 2014 e vai produzir etanol celulósico a partir de palha de cana-de-açúcar, adquirida de usinas de processamento de cana da região de Alagoas.A unidade terá investimento de R$ 300 milhões e capacidade de produção de 82 milhões de litros. E no  Centro de Tecnologia Canavieira em São Manoel- São Paulo, também em 2014, será inaugurada uma outra unidade de produção, porém com capacidade anual de 3 milhões de litros.

usina

Palha de arroz e trigo, como na imagem, é utilizada como matéria-prima para produzir etanol de segunda geração na usina italiana.

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Um porém: Etanol de segunda geração leva mais tempo pra ser produzido.

(fonte direta: Uol )

Tanto o etanol comum quanto o de segunda geração têm origem no açúcar. A diferença é que, enquanto o primeiro vem de açúcares mais simples, que podem ser encontrados em abundância na garapa da cana, por exemplo, o de segunda geração vem da celulose. Essa substância também é um açúcar, mas de um tipo mais complexo e pode ser encontrado em qualquer planta, em partes como as folhas e o caule.

Por ser mais complexa, a celulose precisa ser separada do resto da planta e depois ainda quebrada em partes menores, o que adiciona duas etapas ao processo de produção de etanol e o torna mais demorado. “Só uma das etapas dura de 8 a 12 horas, que é o tempo do processo inteiro da produção de etanol de primeira geração”, afirma Cristina Machado, da Embrapa.

O primeiro passo da produção do etanol de segunda geração é separar a celulose do material que dá a firmeza e a estrutura das plantas, a lignina.

Isso é feito num tanque fechado chamado de reator, em que o bagaço e a palha cozinham em alta pressão sob temperaturas de 180°C a 240°C. Depois disso, o material é colocado rapidamente em temperatura e pressão normais. Na usina de Crescentino, a queima da lignina produz a energia para o funcionamento das máquinas.

Depois disso, a celulose entra em contato com enzimas, substâncias que agem como tesouras e picam as moléculas de celulose em outras menores, chamadas de glicose.

No caso da usina italiana, as enzimas são fornecidas pela Novozymes. A glicose vai para um tanque de fermentação, onde fungos a transformam em álcool.

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Custos ao consumidor final

Sebastian Soderberg não revela o preço exato previsto para o combustível, mas afirma que, com o barateamento obtido com a produção em grande escala, ele será capaz de competir na Europa e em bolsas internacionais em que tanto o etanol brasileiro, da cana-de-açúcar, ou o americano, que vem do milho, são negociados.

Usina italiana é a primeira unidade comercial do mundo capaz de fabricar o etanol de segunda geração, também chamado de celulósico.

Usina italiana é a primeira unidade comercial do mundo capaz de fabricar o etanol de segunda geração, também chamado de celulósico.

 

Fontes: Uol, Jornal Cana, Portal única.

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Itália produzirá etanol com palha e mato
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Veterana em Edificações do IFSP, é desde 2008, graduada também na área de humanas .