Engenheiro Responsável está em falta. Parte I Engenharia Civil

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Cada dia que passa demonstra claramente a necessidade de termos sempre um Engenheiro Responsável em trabalhos que deles dependam.

Isso é válido para todas as áreas: civil, elétrica, mecânica, naval, aeronáutica e outras tantas que hoje existem.

Por um lado foi bom que este assunto veio à tona nos órgão de imprensa de todo Brasil, porém de forma triste pelos seus resultados.

Na grande maioria das vezes, empresas sem escrúpulos, tentam reduzir custos de maneira desenfreada, relegando a um segundo plano vidas humanas e o conforto da população como um todo.

A falta de um Engenheiro Responsável passa despercebida por todos, inclusive pelos organismos que deveriam cumprir a fiscalização, até que o pior aconteça.

Pela legislação atual, este profissional deverá efetuar junto ao Conselho Regional em que esteja inscrito, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) que demonstrará sempre que necessário sua atuação no serviço.

Estudos demonstram que grande parte das reformas, construções, montagem de equipamentos e máquinas, reparos em veículos de forma geral, dentre outros serviços não tem o acompanhamento de um Engenheiro Responsável.

Muitos imaginam que o Engenheiro Responsável só é necessário em obras complexas, de grande porte, projetos especiais e esquecem que em todos os casos, sem exceção, existe um alvo comum, ou seja, a segurança de quem as utiliza e de toda a população como um todo.

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Exemplificando melhor, na minha área de atuação, uma parte dos fabricantes de peças para o mercado automobilístico de reposição não tem em seu quadro um Engenheiro Responsável pelo projeto, pela produção, pelos ensaios de laboratório e testes de campo. Para tanto se utilizam de projetos originais ou de outros fabricantes para elaborar os seus “projetos”. Ou seja, simples cópias.

Pelo menos se fossem cópias que mantivessem um nível aceitável de confiança e segurança seria menos temeroso, porém, a partir da cópia se utiliza material com menor qualidade, cujas especificações técnicas sequer se assemelham ao produto original.

Não são efetuadas análises das matérias primas no recebimento e testes em amostras ao final da produção de cada lote.

Os resultados disso, via de regra, são componentes de baixa qualidade que provocam insegurança aos usuários e respondem por uma parte dos acidentes automobilísticos que ceifam muitas vidas e deixam outras tantas pessoas mutiladas ou inválidas. São criminosos invisíveis que na maioria não participam de nenhuma estatística.

 

Fonte: Brasil Engenharia

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