EAD – ENSINO À DISTÂNCIA Carreiras

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Há modelo ideal de ensinar? Ou o modelo é apenas o tradicional? É, as vezes vem a cabeça que o modo ideal a ser ensinado é aquele que veio sendo o mais utilizado no passar dos séculos: aluno sentado, professor na lousa e todos quietos. Com o passar do tempo algumas coisas mudaram, é claro. Vídeo-projetor, aulas de campo, filmes, etc, mas o método em si ficou bem original. Agora é que as coisas começaram a caminhar com outras pernas, e o modelo Flipped Learning é um dos modelos que vem sendo utilizados.

Uma série de fatores caminha em direção ao ato de lecionar junto com a tecnologia. A utilização desse tipo de recurso, além de uma educação muito rígida para que seja usada da maneira correta e nos momentos oportunos, depende também da possibilidade do aluno estar adquirindo-o e de como o professor irá utiliza-lo para melhor aprendizagem. Esse método Flipped Learning, que tem a sala de aula invertida, deixa mais tempo livre e faz com que os exercícios de sala, que são práticos, sejam mais abordados e o aluno se sinta mais acompanhado pelo professor, além de se empenhar mais. Utilizando os recursos tecnológicos o professor tem em mãos uma série de alternativas como jogos educativos, aplicativos 3D que permitem melhor visualização das figuras, diferente do que acontece no quadro, etc.

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De acordo com a própria organização idealizadora do método, matérias como ciências e matemática são as que tem melhor adaptação devido a disponibilidade de aplicativos. Para estudar o corpo humano, por exemplo, há alguns que mostram exatamente cada parte e permitem que o aluno não apenas aprenda a teoria. Em matemática há alguns recursos de gerar problemas, como o MathYou, desenvolvido por um jovem de 13 anos. A parte mais teórica é feita em casa com o material disponibilizado pelo docente, através de uma leitura prévia.

Mais do que para conversar e usar o Facebook, Twitter e Instagram, o iPad, que é geralmente utilizado por esses alunos, disponibiliza ferramentas de chat, blogs e compartilhamento de material didático entre professor e aluno. O conteúdo criado pela turma, inclusive, pode ser publicado em sites próprios como uma atividade de classe. A turma poderá também criar textos em conjunto através do sistema do Google Docs, que disponibiliza o documento para que várias pessoas modifiquem ao mesmo tempo e acompanhem o que está acontecendo.

 

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Não só escolas de ensino básico, mas também algumas de superior estão passando a utilizar, como a Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos EUA, que criou, em 2012, um projeto para estimular esse ensino à distância, iniciando o teste com aulas de natureza optativa, ou seja, que faz quem tiver interesse. Vídeo aulas foram disponibilizadas pelos professores e os alunos tiveram de fazer as atividades relacionadas e apresentá-las para obter a aprovação, além de todo o sistema de estímulo em aula e os exercícios práticos. Antes, a frequência de presentes nas aulas era de 30%, e após a utilização do projeto foi para 80%, aumento esse que deixou bem claro o quão eficiente é o método. A foto abaixo é dos alunos durante a aula.

 

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Além das vídeo aulas encontradas na internet por canais diversos, como o Matemática Rio e o Youtube EDU, a própria instituição pode elaborar algumas mais completas com alguns testes e atividades online, que terão o objetivo de avaliar o que o aluno entendeu e aprendeu com o vídeo para que tenha melhor desempenho em sala, já que sabendo como está na matéria, o próprio poderá fazer os esforços necessários para esclarecer logo as suas dúvidas. Pode também, no material online, disponibilizar livros, ou trechos deles, alguns filmes, links de acesso e outros vídeos para que o assunto seja complementado.

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Esse tipo de aula não é tão nova quanto pensam, mas também não é absurdamente velha. Em 2009 a primeira escola adotou, a  Clintondale High School, em Michigan, nos EUA. Ela foi uma das primeiras a testar o método e seus estudantes veem as aulas de inglês, estudos sociais, ciências e matemática em casa e depois complementam o aprendizado com o acompanhamento do professor na sala de aula. Os vídeos não passam de 7 minutos e são gravados pelos professores através de um software que a escola adquiriu para disponibilizar o conteúdo no portal institucional. Como já comprovado pelos estudos, os alunos melhoraram muito o desempenho e passaram a reprovar muito menos.

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Isso acontece automaticamente, e não porque o professor facilita ou algo do tipo. Os alunos são responsáveis por aprender e não tem aquela comodidade de simplesmente não ouvir a aula e não fazer o exercício. Para ter o que se fazer em sala eles precisam, sozinhos ou em grupos formados em casa, que entender a matéria dos vídeos. Cada um dita o seu ritmo, sem correria ou sem ter que esperar os outros. Sem conversas paralelas e sem o problema de distração com outras pessoas. Já entendeu? Faça os exercícios de casa, não perca tempo. Não entendeu? Não há mais o constrangimento de pedir par o professor repetir 10 ou 15 vezes, você simplesmente dá play no vídeo e assiste novamente. Além de tudo, as relações em classe são conjuntas, desenvolvendo a capacidade de trabalhar em grupo.

 

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Tendo a internet à disposição o aluno terá em mãos uma infinidade de recursos que tornam o EAD (Ensino à distância) tão eficiente. Podcasts, vídeos, blogs, documentos compartilhados, grupos em redes sociais, etc. O docente poderá utilizar também o recurso dos screencasts, por exemplo, para fazer que o aluno acompanhe um texto, ou passar para eles os links de palestras necessárias para o acompanhamento. Tablets são uma alternativa boa para o aluno dentro de sala, assim como em casa a melhor opção é o computador. Para aqueles que querem vivenciar o momento, basta conectar o computador numa televisão e ver as vídeo aulas em tamanho ainda maior. Recomenda-se um único tema por vídeo para não misturar as coisas, e para que o aluno passa focar mais naquele assunto, jogando perguntas e questionamentos específicos.

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Apenas em 2007 que o método Flipped Learning, baseado numa idealização de EAD, se popularizou nos EUA, com os professores Aaron Sams e Jon Bergmann, os pioneiros, mas vem sendo pesquisado desde 1990. Os dois citados iniciaram o projeto gravando vídeo aulas de química utilizando o Power Point, recurso do pacote Office, da Microsoft. Vozes e animações foram inseridos nos slides que eram disponibilizados online para os alunos que eventualmente faltavam as aulas, ou para quem queria rever a aula. O YouTube passou a ser bastante acessado para ver os vídeos deles, e em todo o país eram comentados e assistidos. Foi isso que iniciou um movimento no qual vários outros professores também investiram.

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Fonte: Educação UOL;

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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.