Brasil está perdendo a oportunidade de ter seu próprio carro elétrico! Sustentabilidade

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Ozires Silva, além de ser engenheiro formado pelo ITA, ex-ministro da Infraestrutura, ex-presidente da Petrobrás e fundador da grande EMBRAER revelou que tinha planos recentes de abrir uma montadora nacional de automóveis elétricos, mas que podem ter ido por água abaixo pela falta de estímulo por parte do governo.

De acordo com Ozires, que ainda acredita na possibilidade do projeto andar, a fonte de energia seria o etanol, já produzido em nosso país, e usaria uma tecnologia que não faria necessitaria que carregassem os carros na tomada, já usada em outros carros elétricos.

Numa entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o engenheiro relatou que as dificuldades de se criar uma empresa brasileira de automóveis é antiga, proveniente de algumas regras descritas no CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial), que entrou em vigor no ano de 1950, no governo de Juscelino Kubitschek. Para que alguém pudesse começar o negócio, de acordo com as normas, deveria ter “experiência, capital, recursos humanos, propriedade intelectual e posição no mercado externo”, o que causa um certo impacto negativo a uma ideia.

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Os carros elétricos abriram uma grande possibilidade de mudança, e até mesmo países sem a cultura de investir em automóveis pode dar início à essa produção interna, como a Noruega fez. Seria o momento perfeito para o Brasil, que aproveitaria o mercado em expansão, mas que vê a oportunidade escapar devido às grandes taxas, impostos e a toda a burocracia para se fazer qualquer coisa. Sem investimento e sem apoio o país tem que procurar tecnologia estrangeira, ficando sempre em segundo plano.

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Ozires afirma que há várias possibilidades para essa nova tecnologia, que mesmo com um começo caro, tem grande potencial. Uma delas é a fabricação do “carro com motor elétrico movido a célula de hidrogênio”, que não precisa carregar na tomada, mas que teria que ser “abastecido” muito mais vezes pela maneira como o que o combustível é armazenado. A autonomia dele seria muito menor do que de carros à gasolina, por exemplo. Combustível há, e tecnologia para passá-lo ao estado gasoso também, cabe aos investidores conseguir adaptá-lo à necessidade e produzir o carro.

Como dito acima, o preço não seria o mesmo de carros comuns, mas é normal. Nada novo chega ganhando o mercado em qualidade e preço. Primeiro deve adaptar-se à realidade brasileira e começar a ser produzido em maior escala para que os preços comecem a abaixar. Deve entrar no gosto do brasileiro. É questão de cultura.

Questionado sobre a política do biocombustível no Brasil, Ozires foi categórico e disse que “é uma política errática, pois o preço do etanol não pode ser atrelado ao da gasolina”. Quando ao seu posicionamento sobre isso, ele diz: “Enfrentei discussões sérias com o governo em 1985, mas fui voto vencido. Preguei que isso poderia trazer essa colisão no futuro.”

O que resta é esperar que alguém adote essa possibilidade e aproveite a leva do mercado que permite essa nova criação. O Brasil deve, aos poucos, adequar-se aos níveis mundiais de desenvolvimento tecnológico, e esse seria um bom passo.

Fonte: Folha de S.Paulo;

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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.