O temido “apagão” de engenheiros não deve acontecer no Brasil! Carreiras

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Os últimos tempos têm sido difíceis para a engenharia brasileira. Muitas pessoas entravam no curso, mas poucas se formavam, o que gerou uma preocupação por parte da quantidade e qualidade. Houve especulação de que haveria até mesmo um processo de “importação” de engenheiros, assim como foi feito com os médicos através do “Mais Médicos”, e um apagão generalizado de engenheiros no nosso país. Contrapondo essas possibilidades, o Ipea divulgou o resultado de três pesquisas que confirmam que esse “apagão” não acontecerá.

O instituto afirma que os cursos de engenharia estão novamente atraindo os alunos que estão cada vez mais empenhados, o que gerará, em pouco tempo, quantidade suficiente para preencher os vazios encontrados no mercado. Os remanescentes dessa época mais fraca serão os engenheiros mais experientes que gerenciarão essa nova geração, algo que falta atualmente.

Luiz Cláudio Costa, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), acredita que estejam no caminho certo para o avanço da educação, embora ainda haja muita coisa a ser feita. Mesmo com as pesquisas que tiram a possibilidade dessa falta de engenheiros, não diminui a necessidade extrema de intensificar o investimento nas faculdades de engenharia, principalmente nas públicas, que sofrem diversas dificuldades de estruturação por falta de recursos.

“Uma proposta de sistematização do debate sobre falta de engenheiros no Brasil” é o nome do texto apresentado por um dos três grupos que apresentaram as pesquisas, que mostra como as oportunidades de estar atuando na engenharia no Brasil estão crescendo. De acordo com eles, há 85% mais disponibilidade de vagas do que há uma década atrás, e o número de profissionais da área aproxima-se de 230 mil. Esse número cresce gradativamente à medida que o número de ingressantes também cresce. No país, para cada 10 mil habitantes, 18,8 ingressam no curso de engenharia. Embora saibamos sobre a forte tendência à desistência nos cursos de engenharia, o número já é considerável bom, tendo como referência a média de 15,3 para cada 10 mil habitantes nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O que gera preocupação, na verdade, não é nem a quantidade de engenheiros formados, ou os ingressantes nos cursos, mas sim a qualidade desses novos profissionais, porque a quantidade realmente aumenta, e aumenta rapidamente, mas a qualidade, por vezes, até cai. A verdadeira escassez é por termos qualitativos, e não quantitativos. Isso gera uma falta de pessoas experientes e competentes para liderar projetos e obras, principalmente em alguns locais mais afastados.

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Outro artigo publicado, de nome  “A Demanda por Engenheiros e Profissionais Afins no Mercado de Trabalho Formal”, afirma que mesmo sendo discutida a qualidade e os fatores econômicos do crescimento de novos profissionais, sejam esses de engenharia ou qualquer outra área, acompanha o mercado pelo menos em quantidade e analisando de uma maneira mais geral. Os autores esperam que em 2020, a necessidade de engenheiros seja entre 600 mil e 1,15 milhão, e espera ser atingido. O crescimento faz com que certos setores aumentem o salário ofertado, e entre as áreas da engenharia no período de 200 a 2009, estão as de cimento, artefatos de couro e calçados, imóveis, aluguel e construção e de álcool.

O último artigo divulgado, com título “Evolução da Formação de Engenheiros e Profissionais Técnico-Científicos no Brasil entre 2000 e 2012″, mostra como cresce o número de matrículas e de formandos nas áreas da engenharia em geral e como um grupo mais plural de habitantes conseguem acesso a eles. Vários programas governamentais e por iniciativa das próprias faculdades privadas, que ganham muita força nessa área, fazem com que mais pessoas consigam acesso aos mais novos e cada vez mais específicos cursos de engenharia.

Os gráficos abaixo mostram a diferença entre o número de engenheiros que se encontram formados no Brasil e a quantidade que ingressa, que cresce assutadoramente e já passou até a quantidade de ingressantes em direito, que eram um dos cursos mais procurados.

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A tendência é que os dados trazidos no primeiro gráfico, aos poucos, melhore nossa situação no segundo, que é de certa forma vergonhosa, e deixa evidente a falta de preparação do nosso país para o crescimento.

Fonte: Techne

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O temido “apagão” de engenheiros não deve acontecer no Brasil!
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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.