Adolescente cria maneira de diagnosticar o câncer de pâncreas! News,Tecnologia

TED2013. Long Beach, CA. February 25 - March 1, 2013. Photo: James Duncan Davidson

O câncer de pâncreas, especificamente, é uma doença extremamente agressiva e que tem alto índice de mortalidade por um ‘simples’ e complicado fato: durante o período de desenvolvimento da doença não há sintomas perceptíveis. Isso acarreta em diagnóstico quando a doença está em estado muito avançado, dificultando o tratamento. Recentemente algo foi descoberto que pode melhorar muito esse quadro e modificar significativamente a maneira como essa doença atinge as pessoas. O responsável tem apenas 16 anos.

Proveniente da cidade de Crownville, em Maryland, nos EUA, Jack Andraka tem grandes ideias que estão aos poucos, se tornando realidade. Em 2012 recebeu o prêmio da tão renomada Feira Internacional de Ciência e Engenharia, que aconteceu em seu país. A pesquisa que deu a ele esse prêmio foi a que apresenta um novo método para diagnosticar o tão temido câncer no pâncreas.

WASHINGTON - NOVEMBER 28: Jack Andraka speaks after receiving Smithsonian Magazine's first annual American Ingenuity Award for youth achievement on November 28, 2012 in Washington, DC. The awards honor nine groundbreaking individuals in technology, performing and visual arts, natural and physical sciences, education, historical scholarship, social progress, and youth achievement. (Photo by Brendan Hoffman/Getty Images for Smithsonian Magazine)

Mesmo com essa idade já é bem decidido. Sua cabeça bem formada ajuda-o em suas decisões e faz com que procure mudar as coisas. Já possui como bagagem um artigo publicado em um dos jornais de maior circulação no território norte americano, o “New York Times”, e já deu até mesmo uma palestra sobre inovação no Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID.

Veja abaixo a imagem que descreve o processo de sua pesquisa.

diagnóstico-cancer-pancreas

A inspiração do jovem veio de seu tio, que acabou falecendo por causa dessa doença. Aos 15 anos ele iniciou as pesquisas em seu laboratório improvisado, que fica na garagem de casa. Como apenas 5% das pessoas assim diagnosticadas sobrevivem, ele pensava em maneiras de mudar o quadro. Ele, basicamente, segue os passos de seu irmão, que antes dele já recebera também prêmios científicos. Após receber seu primeiro prêmio na conferência para pré universitários, não parou mais de pesquisar.

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Não demorou muito para que alcançasse o sucesso. Já esteve na Casa Branca por quatro vezes com o presidente Barack Obama, e já fora convidado algumas vezes para estar em países como França, Itália, Austrália e Reino Unido para dar palestras sobre inovação em conferências médicas.

Jack teve dificuldade em receber ajuda. Sua escola era comum e não havia profissionais preparados para dar o estímulo necessário para o desenvolvimento de um jovem cientista. Após procurar mais de 200 pesquisadores para “apadrinhá-lo” e ser rejeitado por todos, conseguiu ajuda de um cientista de um dos maiores centros de pesquisa do mundo, a Universidade Johns Hopkins. O professor Anirban Maitra é pesquisador de câncer de pâncreas e o ajudou em sua caminhada.

Aos 13 anos se declarou gay aos seus amigos e familiares, e desde então procura tornar-se uma referência para as minorias, de acordo com ele mesmo. “Há pouca mulher, pouco gay, poucas minorias em geral fazendo ciência. É um clube de garotos heterossexuais. Nunca sofri preconceito, mas as minorias trarão outras questões, outros problemas, enriquecerão a ciência.”, diz ele em depoimento à Folha.

Questionado sobre seu título de nerd, ele descarta. De acordo com ele, é um nerd diferente dos convencionais. Tem amigos, se relaciona, pratica esportes e conversa com a família. Para Jack, esse título e a pré concepção do que é ser nerd vem da mídia. “A mídia tem um papel enorme. Aquele seriado “The Big Bang Theory” mostra nerds e cientistas como gente antissocial, os estranhos que não sabem se relacionar”.

Já procurado por grandes laboratórios que pensam em comercializar sua descoberta, quatro, para ser mais específico, Jack pensa em qual será melhor para ele. Entre 5 e 10 anos o produto já deve ser comercializado após a fase de testes e de aprovação sobre sua funcionalidade.

Ele afirma não saber ainda nem qual faculdade fará, mas sobre seu futuro na ciência ele não tem dúvidas. Reforça também o apoio que falta a ele dentro das escola, e diz que durante algumas feiras das quais participou, se deparou com os estudantes do “Team Brazil” bem animados, questionando então se aqui há o apoio que falta por lá.

E ai, acham que aqui há o apoio necessário?

Fonte: Folha de S. Paulo.

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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.