11 profissões que você não aprende na faculdade! Carreiras

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Está cravada na sociedade a ideia de que para se conseguir iniciar uma carreira profissional há a necessidade de estar por alguns anos, na frente de um professor, fazendo uma faculdade. Para algumas profissões é realmente assim, mas o que algumas pessoas não sabem é que, para outras, a melhor universidade, o melhor curso, é a experiência e os vários erros e acertos, inclusive porque não dá ainda alguém que dê aulas teóricas a respeito do assunto.

São carreiras ligadas ao marketing digital e às novas áreas de tecnologia da informação, como o Google e o Facebook, que passaram a ser utilizados por muitas pessoas como fonte única, ou apenas um acréscimo, de renda. Mas não só isso.. há também uma carreira muito antiga, que é a de vendedor. Pessoas sem nenhuma profissionalização conseguem êxito na área, e nem sempre é fácil. Devem mudar o ramo de vendas algumas vezes até encontrarem o que melhor funciona. A escola da vida acaba superando qualquer coisa.

Veja abaixo, dez profissões desse tipo de área e o que os profissionais tem a dizer a respeito delas:

1) Profissional de marketing digital de performance

A atuação básica dessa área é gerar resultados e leads, como é chamado o contato usuário-empresa. É algo novo, tendo em vista que os meios os quais eles utilizam (Google e Facebook, por exemplo) apareceram de 1998 para cá, e somente nos últimos anos algumas delas deslancharam como um negócio promissor e de importância inestimável no mundo corporativo.

Muita gente faz sucesso com esses meios, mas, de acordo com Rowinski, diretor da empresa de performance digital iProspect, “ainda não se criou uma estrutura educacional para atender essa demanda”. A dica dele para quem quiser entrar no ramo é utilizar cursos de especialização que lidem diretamente com a área, mesmo que não sejam específicos dela, e procurar vagas em empresas que já tenham grande visualização para aprender e, apenas depois de aprender, começar um negócio próprio.

2) Especialista em métricas e plataformas

As plataformas do Google, Youtube, Twitter, Facebook e WordPress podem ser um tanto quando complicadas quando há a necessidade de entender o usuário utilizando-as. Para isso há a necessidade de um profissional que entenda muito bem como funciona tudo.

O trabalho tornou-se mais prático quando as próprias ferramentas de análise das plataformas fizeram o trabalho mais complicado. De acordo com Natalia Traldi, que já trabalhou nessa área, era muito complicado, pois o oferecedor do serviço devia tirar suas próprias conclusões e ofertar o produto. Mas que conclusões? O tipo de horário que os clientes mais visitavam o site, por exemplo. Ou o momento do dia no qual o público valorizava a marca e consumia o ofertado. Era necessário cruzar informações de divulgação e de compra, para então fazer a maneira mais eficiente. De acordo com ela, as “plataformas de social mídia passaram a ser mensuráveis e o trabalho foi sendo possível da mesma forma como já existia para análise de performance em sites”.

3) Arquiteto da Informação.

Como assim “arquiteto da informação”? Justamente a ideia que vem à cabeça, é aquele que deve, assim como um profissional da biblioteconomia, organizar e classificar as informações. O meio é diferente, é midiático e digital, é mais técnico, mas a ideia é semelhante.

Há os direcionamentos específicos de um arquiteto da informação. Natalia Traldi, que é formada em Publicidade e trabalha na AgênciaClick Isobar, da área de mídia, já trabalhou também com isso. Seu cargo tinha um direcionamento de plataformas mobile, mas praticamente nada daquilo ela aprendeu numa sala de aula, mas com a experiência do dia a dia.

TI

4) Consultor de inteligência de email

A função desse profissional é justamente mandar aqueles emails publicitários que tanto recebemos quando nos inscrevemos em algum site de vendas e serviços em geral. O marketing digital está ligado diretamente e a função básica é estudar o que o cliente quer receber e como ele quer receber a informação.

Deve também analisar o conteúdo para que o servidor do email do cliente não veja apenas como spam e logo jogue para o lixo eletrônico, transformando todo um trabalho de divulgação, literalmente, em lixo. Ele deve tratar a mensagem para que chegue devidamente ao seu destino e a função publicitária seja cumprida.

Louis Bucciariarelli, que trabalha na líder global de inteligência de email, a Return Path, descreve o profissional da seguinte maneira: “Ele vê se o servidor vai mandar para a caixa de spam ou vai tratar bem. Age para o email ter maior alcance, comunicar melhor e de forma mais relevante com o cliente. Cria soluções para melhorar o engajamento do cliente e a interação”.

Outra área de atuação sem um curso de preparação específico. Há sim uma mistura de conhecimentos, uma necessidade de entendimento de vários itens em várias áreas distintas. Há, de acordo com Bucciariarelli, uma variação entre os cursos de tecnologia da informação e marketing, mas que deve haver uma certa adequação.

5) Analista de sistemas SAP

Primeiramente, você sabe o que é um sistema SAP? O sistema é de gestão corporativa e o especialista tem a função de adequar uma empresa a ele.

Não há um curso superior, mas há uma especialização chamada de Academia SAP. De acordo com Henrique Gamba, gerente executivo de TI e telecomunicação da Telenses, o “SAP é uma área que está em alta e ninguém aprende na faculdade”. A formação não conta tanto para esse emprego, e sim a qualidade do trabalho desenvolvido em outros lugares e a experiência no ramo SAP. O curso de TI prepara, mas não forma especificamente para essa função.

6) Gestor de contas

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Novamente aparece Louis Bucciariarelli, country manager da Return Path, empresa de inteligência de email, para falar a respeito de um profissional que não se forma diretamente numa sala de aula da faculdade. De acordo com ele, “O gestor de contas cuida do relacionamento com o cliente”.

Para quem pensa em seguir carreira, é imprescindível saber lidar com contas e elaborar estratégias de gestão para cada tipo de cliente, seguindo uma lógica traçada a partir de resultados encontrados após entender como funciona a rentabilidade e performance de cada um deles. E tudo isso feito em cima de qualquer tipo de conta ou setor financeiro.

“Se o profissional tem base de conhecimento de ferramentas online e perfil de relacionamento com cliente, o resto a gente ensina”, diz Bucciariarelli, que afirma que, em sua empresa, o profissional deve passar antes por áreas como computação, marketing e gestão de pessoas, para aí sim entender bem como funciona o cargo.

7) Gerente de projetos

O gerente de projetos deve conduzir e gerenciar os projetos baseado em indicadores. Henrique Gamba, gerente executivo de TI e telecomunicação da empresa Talenses, afirma que o profissional deve “conhecer as metodologias e ter experiência prática” na área.

Não há, novamente, ensino superior específico, mas cursos de especialização como o PMP, que profissionaliza e capacita para a área e são exigidos para conseguir qualquer cargo destes. De acordo com Gamba, há, além desses cursos prepartórios e de certificação PMP, temas de pós graduação que ensinam como lidar com esse ramo.

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8) Analista de negócios

Normalmente o analista de negócios deve ter uma formação básica em tecnologia da informação e áreas que trabalhem diretamente com isso, depois de um período de experiência no setor. Ele deve gerenciar a partir da análise de dados, as demandas da tecnologia da informação de um negócio. Ele deve conhecer os setores da empresa e do negócio no qual atuará, seja esse o financeiro, o de vendas, jurídico ou de relações. Não coisas que aprende-se no dia a dia de cada empresa, não é geral.

9) Arquiteto de TI

O arquiteto do TI tem um braço grudado com o arquiteto da informação. É um profissional formado, normalmente, em TI, mas que tem função não básica de analisar, organizar e desenvolver um software para determinada empresa. Ele pensará em qual o melhor modelo gráfico para dispor as opções do programa. Desenha, estrutura e define os padrões das seções de um sistema, aplicando, de acordo com a necessidade, outras janelas e sub-janelas. Tudo para facilitar a vida de quem manuseará o programa no dia a dia da empresa. Há também, neste caso, curso de pós graduação para o básico, e depois, há a necessidade de conhecer bem a organização e o ramo com o qual a empresa trabalha, coisa que acontece com a experiência.

10) Headhunters/profissionais de RH

Antes de qualquer coisa, o headhunter é também conhecido como “recrutador”. Sus função é encontrar alguém “perfeito” para um certo cargo em uma empresa, que atenda a cada necessidade do perfil proposto.

Não é de hoje de profissionais dessa área e da de recursos humanos deixaram de ser apenas do curso de psicologia. Conheço, por exemplo, uma engenheira que trabalha a vida toda como consultora de recursos humanos em uma grande empresa de engenharia brasileira. É questão de adequação, que acontece de acordo com necessidades.

Assim como todas as outras 9 acima citadas, essas duas profissões, que são muito semelhantes nas atividades e por isso estão juntas, não há uma faculdade que ensine e prepare. Ocorre naturalmente de acordo com o que “os cabeças” de certa instituição veem as possibilidades.

Claro que há cursos específicos de adequação à essa área, mas geralmente é procurado por pessoas que querem suprir um “buraco” em certa empresa.

“Na nossa área de recrutamento, o headhunter é uma pessoa que conhece o mercado e é o perfil dele que faz com que ele se dê bem nos negócios”, diz Sócrates Melo, diretor de operações da Robert Half no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

11) Vendedor

Essa última opção não é novidade para alguém. O bom vendedor tem o dom de convencer as pessoas e a capacidade de ofertas as coisas da melhor maneira possível. Para determinados produtos, o vendedor deve conhecer o público para quem oferecerá, e isso também parte de um conhecimento específico, mas que não aprende-se em faculdade.

Um vendedor, por exemplo, não oferecerá roupas de criança para um casal sem filhos ou para um com “crias” adultas. Não há nexo nisso. O bom vendedor sabe para quem ele deve oferecer, e isso é mais instintivo e baseado em experiências do que qualquer coisa.

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Essa foi a seleção de 11 profissões que não têm cursos específicos de profissionalização, mas que dão certo após tentar, errar, acertar, errar e acertar de novo. E você, pensa em ser o que está se formando ou está aberto a áreas como estas descritas acima?

Fonte: EXAME;

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11 profissões que você não aprende na faculdade!
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Tenho 18 anos e sou estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.